AIE e MORMO

Como solicitar exame de Mormo e Anemia Infecciosa Equina (AIE):

Mormo e Anemia Infecciosa Equina são doenças que acometem os cavalos, os jumentos e os muares ou burros. Essas enfermidades fazem parte do Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo assim, a solicitação e a realização dos exames para diagnóstico dessas doenças são procedimentos que só podem ser desenvolvido em conformidade com a legislação.

A Instrução Normativa 45 de julho de 2004 estabelece que as amostras para a realização do exame de AIE devem ser colhidas somente por Médicos Veterinários, devidamente inscritos no conselho de classe. As amostras só poderão ser recebidas e analisadas pelo laboratório credenciado ou oficial se estiverem acompanhadas por uma requisição preenchida, assinada e carimbada pelo requisitante. Este mesmo formulário servirá para o laboratório emitir o laudo.

O diagnóstico do Mormo é regulamentado pela IN 24 de abril de 2004 e os requisitos para o encaminhamento de amostras para o laboratório são semelhantes aos de AIE. Portanto, o proprietário do animal não pode colher sangue dos animais para a realização desses exames. Qualquer que seja a necessidade, o proprietário deve recorrer a um Médico Veterinário devidamente habilitado para essa tarefa. O Médico Veterinário já deve ser cadastrado na Agência de Defesa Agropecuária do seu Estado ou no Ministério da Agricultura para realizar essas coletas. O laboratório recebe atualizações da relação de profissionais que podem enviar as amostras e emite aos mesmos os formulários (resenhas) que são preenchidas em três vias e encaminhadas juntamente com o material para análise.

O prazo para conclusão dos exames é de 72hrs após o início das análises e a validade é de 60 dias.

Os equídeos que serão transportados de um município a outro ou para outros estado, que irão participar de algum tipo de aglomeração, feiras, exposições, vaquejadas e competições de outras naturezas necessariamente precisam portar uma Guia de Trânsito Animal (GTA). Para obter essa guia, deve ter exame de AIE e Mormo negativo.

Quando o exame tem resultado Positivo, o laboratório tem que encaminhar o laudo imediatamente ao órgão de defesa sanitária animal para a providências legais. O exame de Mormo pode apresentar resultado Inconclusivo e Anti-Complementar. Nestes casos, outra amostra deverá ser examinada num prazo de quinze a trinta dias e o animal não pode sair da propriedade onde se encontra.

Procedimentos para envio de amostras

- Juntamente com a requisição, a amostra coletada em tubo sem anticoagulante (tampa vermelha) deverá ser enviada ao Laboratório por Correios ou transportadora. Utilize apenas tubos apropriados para coleta de materiais biológicos evitando o reaproveitamento de materiais, frascos de medicamentos ou o envio de sangue em seringas. O Sistema de Gestão de qualidade do Santé Laboratório recusará amostras inadequadas.

- Deve-se acondicionar as amostras em isopor com gelo reciclável, tomando cuidado de não encostar os tubos diretamente no gelo, evitando o congelamento. Não deixe os tubos soltos dentro do isopor, pois o rolamento dentro do recipiente propicia a hemólise, impedindo a realização do exame. Se houver a disponibilidade, enviar o soro sanguíneo já separado (no mínimo 2mL).

- Amostras excessivamente hemolisadas ou mal identificadas impedem a realização do exame.

- As requisições devem estar preenchidas por completo, com carimbo e assinatura nas três vias. A descrição das características individuais do animal, não exclui a necessidade de preenchimento do desenho gráfico das mesmas (o preenchimento inadequado das resenhas impede a realização dos exames).

- As resenhas e amostras devem estar acompanhadas de NOMEAÇÃO DE PORTADOR (pessoa física ou jurídica), exceto se a entrega das amostras for feita pelo(a) requisitante;

- A DECLARAÇÃO DE CONTRAPROVA é documento obrigatório quando as amostras forem enviadas através de pessoa física ou quando o(a) requisitante fizer a entrega das mesmas no laboratório;

- As resenhas devem ser acondicionadas em material impermeável (plástico) e preferencialmente embaladas por fora do isopor, evitando que molhem ou estraguem.

- Nos casos positivos, inconclusivos e anticomplementares, seguindo as normas de acordo, o com o Memorando Circular nº 117/2011 - DSA, de 28/07/2011, o exame ficará retido no Laboratório, pois deverá ser feito o envio do formulário para o órgão responsável e o requisitante não poderá ser informado até que tenham sido tomadas as devidas providências.

IMPORTANTE: Os formulários supracitados podem ser encontrados abaixo.

Links Úteis:

Arquivos para download:

AIE e Mormo - Formuláro de Nomeação de Portador PESSOA JURÍDICA ou FÍSICA

AIE e Mormo - Procedimentos para envio de amostras

AIE e Mormo - Declaração de Contra prova

Ficha cadastral e termo de compromisso para habilitação para coleta de exame de mormo. Carimbar e assinar termo de compromisso e ficha cadastral e enviar para a secretaria de Agricultura do seu estado com os seguintes documentos: cópia do CRMV, cópia do comprovante de endereço e foto 3x4cm. (Apenas para médicos veterinários)

Ficha cadastral para Habilitação para coleta de exame de Mormo.

Termo de compromisso para Habilitação para coleta de exame de Mormo.

Você poderá também utilizar a resenha em formato digital. Para tanto faz-se necessário a impressão de 3 vias do documento preenchido. O resenho deverá ser feito à caneta, nas três vias impressas e deverão ser assinados e carimbadas todas as vias. Caso seja de sua preferência, lançar os dados no documento no computador, imprimir as três vias. A parte do resenho do animal e assinatura/carimbo, você deverá preencher após esta etapa com caneta preta.

Links para Downloads das resenhas:

Para não ter problemas na hora de solicitar seu exame, solicitamos não imprimir as resenhas em modo rascunho.

Resenha em PDF para exame de AIE.

Resenha em PDF para exame de Mormo.

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Anatomia Patológica

O exame citológico é uma das grandes ferramentas para auxiliar o médico veterinário no diagnóstico, prognóstico e na tomada de decisões frente a casos clínicos.

A citologia oferece inúmeras vantagens, uma vez que as técnicas de obtenção do material são muito simples, de baixo custo e muitas vezes proporciona resposta diagnóstica rápida, porém como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo.

A grande maioria dos exames citológicos deve ser confirmada por exame histopatológico, devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo e também há restrições quanto à avaliação prognóstica, pois tal exame avalia somente as características de células isoladas ou em blocos, ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo, ou seja, a inter-relação entre células, demonstrando grau de invasividade e avaliação de margens cirúrgicas, para exemplificar: obtenção de amostra somente do componente inflamatório de uma neoplasia infectada por bactérias.

O exame histopatológico utiliza pequenos fragmentos de tecido, seja de um animal vivo, então denominado biópsia, ou mesmo de um animal que já veio a óbito, quando se realiza uma necropsia.

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Bioquímica

Atualmente, é preferido o termo bioquímica clínica, disciplina que conta com o apoio de outras áreas das ciências médicas, como a própria bioquímica, a fisiologia, a genética, a biologia celular e molecular e a estatística. Nas últimas décadas, a demanda acelerada por serviços de laboratório clínico tem levado ao desenvolvimento de instrumentos analíticos de automação e kits reagentes de alta tecnologia.

No campo veterinário, a bioquímica clínica vem acompanhando os avanços da área, permitindo o aprofundamento de conhecimentos em áreas vitais, como a fisiologia animal, a nutrição, a toxicologia, a endocrinologia, e as doenças metabólicas e carenciais dos animais. O profissional médico veterinário deve circular com familiaridade nos caminhos do metabolismo e dos seus transtornos para avançar com segurança nas suas decisões clínicas.

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Hematologia

Ao estudar um paciente, o Hematologista também estuda, via de regra, o seu sangue ao microscópio. Através de uma gota de sangue em uma lâmina de vidro é preparado um esfregaço sanguíneo que sofre coloração especial. O mesmo procedimento é feito, as vezes, de um aspirado de medula óssea (Mielograma).

As alterações observadas são fundamentais para auxiliar o diagnóstico de doenças. Todos os nossos tubos são primários, isto é, não fazemos reutilização de material. Faça seu cadastro e solicite seu kit completo de coleta.

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Hemogasometria

O conhecimento do clínico sobre homeostase, desequilíbrios hidroeletrolíticos e ácido-base reflete-se na escolha de soluções eletrolíticas adequadas para a correção desses desequilíbrios. Isso se traduz na recuperação mais eficiente dos pacientes que diariamente chegam à clínica, o que faz da fluidoterapia um recurso terapêutico imprescindível para esses animais (FOSTER, 1970). Por isso, faz-se necessário avaliar e quantificar a eficácia terapêutica de soluções hidratantes disponíveis comercialmente para uso parenteral, buscando-se caracterizar os seus efeitos na recomposição da homeostase (LINDEMAN & PAPER, 1975).

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Hormônios

Endocrinologia veterinária é a especialidade responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças que afetam as glândulas produtoras de hormônios (glândulas endócrinas). Os hormônios são substâncias químicas que controlam o metabolismo, o crescimento, o desenvolvimento e a reprodução, além e atuarem na adaptação dos animais ao meio ambiente.

A endocrinologia além de ser uma especialidade que estuda os desequilíbrios hormonais, também se dedica a problemas relacionados ao metabolismo, ou seja, o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. Este conjunto dos mecanismos químicos são necessários ao organismo para a formação, desenvolvimento e renovação das estruturas das células, e também para a produção de energia necessária às manifestações interiores e exteriores da vida.

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Imunologia

Imunologia é o ramo das ciências da vida que estuda o sistema imune e suas funções. De um ponto de vista histórico as descobertas no campo da Imunologia, iniciadas no final do século XVIII, estavam associadas aos processos de defesa a agentes infecciosos.

Estudos mais recentes, nos últimos 30 anos ampliaram o conceito de sistema imune, através de sua compreensão como um sistema homeostático composto por um conjunto de orgãos, suas células e produtos com capacidade de reconhecimento e funções efetoras que resultam na preservação da integridade do organismo. As metodologias imunológicas são aplicadas nas mais diversas áreas do conhecimento, constituindo ferramenta poderosa para o diagnóstico de diversas doenças humanas, veterinárias e zoonoses de importância econômica.

Em Medicina Veterinária, a Imunologia possibilita a profilaxia e o diagnóstico de doenças economicamente relevantes tais como a febre aftosa, brucelose e babesiose. Além disso, anticorpos monoclonais são utilizados atualmente em diversas áreas da biologia para identificação, quantificação e isolamento de moléculas de grande importância biotecnológica.

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Microbiologia

A microbiologia veterinária tem por objetivo destacar a importância dos microorganismos na Medicina Veterinária. As culturas bacteriológica e fúngica, além do antibiograma, auxiliam no diagnóstico e tratamento animal.

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Parasitologia

Tradicionalmente, a parasitologia veterinária tem objetivado a prevenção e controle dos parasitos em animais domésticos, com ênfase a importância econômica e saúde publica.

Parasitos continuam a exercer seus efeitos nas industrias animais,particularmente nos países em desenvolvimento, seus efeitos resultam em doenças significativas e morbidade em animais de companhia, e as zoonoses vem crescendo e causando preocupação em todo o mundo.

Observa se mais recentemente a preocupação dos médicos veterinários com os animais silvestres, potenciais reservatórios de infecções parasíticas e seu impacto na conservação da fauna nativa. Maior conhecimento passa a ser exigido destes profissionais para enfrentar os desafios do futuro.

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Urinálise

A reserva funcional renal é muito grande. Foi demonstrado que os rins de cães funcionam normalmente até a perda de 60-70% dos néfrons. As lesões renais que não ultrapassem a capacidade de reserva dos rins não causarão sinais clínicos de insuficiência renal. Por isso a Urinálise é um exame de grande importância pois, permite a detecção precoce dos processos patológicos que atingem o sistema urinário permitindo ainda uma observação das enfermidades que acometem o pâncreas endócrino (Diabetes Mellitus) e das hepatopatias.

O exame microscópico do sedimento na interpretação da urinálise é de extrema importância, pois a interpretação dos resultados da análise da cor, densidade, aspecto, proteínas, sangue oculto e pH depende do conhecimento da composição do sedimento urinário, por exemplo, um moderado grau de proteinúria na ausência de significativa quantidade de eritrócitos e leucócitos geralmente indica proteinúria de origem glomerular, ao contrário, uma proteinúria associada com hematúria e leucocitúria indica uma resposta inflamatória ao longo do trato genitourinário.

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